Teatro&Cidade - Núcleo de Pesquisa Cênica do Teatro Universitário da UFMG

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Diego Meneses

 

Contagem, cidade cinza marcada pela fumaça das indústrias que movimentam a sua dependência capitalista econômica. Situada na região metropolitana de Belo Horizonte, a cidade foi presenteada no dia 09 de janeiro de 1990 com um arco-íris radiante, mais conhecido como Diego Meneses, que veio ao mundo para alegrar e propagar a paz, o amor e a união entre seus habitantes. Sobrinho neto de Glória Menezes e primo de Sheron Menezzes o pequeno nasceu para brilhar e encantar a todos com o seu talento. Em sua primeira peça, aos sete anos de idade, sua mãe e suas professoras destacavam a sua fofura profissional em cena ao interpretar a lagarta no clássico “Branca de Neve e os Sete Anões”, na adolescência participou como produtor cenógrafo e aderecista na montagem em inglês de Romeu e Julieta recebendo elogios pelas espadas de plástico e plantas artificiais que foram devidamente pensadas para o espetáculo. Neste mesmo período, o nosso glorioso e heróico aventureiro atuou no espetáculo “O Burguês Fidalgo” onde fazia o amigo trapaceiro do burguês, sua atuação recebeu menção honrosa de destaque de sua sobrinha e professora de artes como melhor arte do espetáculo. Hoje di-EGO Meneses é consagrado e premiado mundialmente por causa de seu trabalho sólido e revolucionário no teatro, cinema, artes plásticas e na dança.

 

José Antônio de Almeida

JOSÉ. No princípio era o caos e o vazio primordial, onde todos viviam uma vida pacata, até que em meio a luz surge ele, um ser de tamanho brilho e beleza que choca a todos em Belorihills (mais exatamente em Venda Nova) em 1994. Regido pelo signo de peixes esse “ser” de luz que deram o nome de José Antônio veio para realizar mudanças em tudo e todos ao seu redor por meio de sua arte (há muitas histórias sobre suas facetas na arte, principalmente por parte de sua família). Já no ensino fundamental é escolhido para representar sua turma e atuar em várias peças, por sua impecável oratória e desenvoltura ou - talvez, porque fosse o único disposto a fazê-lo, não me lembro ao certo. Atualmente José reside e atua em sua cidade natal, presenteando a todos com sua presença ilustre, sempre nos surpreendendo... E AGORA JOSÉ?.... 

 

Nayra Carneiro

Ovelha N. – Capixaba de nascença, carioca de criação, mineira de passagem. A caprioneira acredita ter comichão nos pés por viagens. Atriz, desenhista, pizzaiola, musicista, cicloturista, amiga do vento e das árvores. Sua primeira obra artística, aos 6 anos, fora uma reprodução do desenho de Pinóquio, estampa de sua camisa, cuja a original encontra-se no hall principal da mansão de tia Cicilalá. Descobriu-se escritora aos 10 anos ao criar um manuscrito antropológico infantil “O monstro da vila dos Amores”, literatura reconhecida pelo mundo inteiro de sua estante. Sua produção artística de maior expressão foi “A árvore feia”. Traduzindo rebeldia e solidão na adolescência, essa obra anteriormente oculta foi levada a público por sua mãe Régis, tamanha riqueza de expressão. O legado do teatro entrou em sua vida ainda no ensino fundamental ao dirigir, roteirizar e atuar como Malaquias, o secretário do governador de uma cidade pacata. A peça foi aplaudida de pé e um busto de Ovelha N. fora inaugurado na escola em sua homenagem. A atriz permanece hoje em andanças com o grupo T&C percorrendo ruas, praças, vielas, em grandes e pequenos centros, produzindo lampejos de empatia teatral a cada um que nestes lugares possa encontrar.

 

Pedro Vilaça

Pedro Henrique Fagundes de Souza Vilaça Oliveira Cezário de Alcântara Silva Alves Batalha nasceu em uma pequenina família nos idos de 1994, e passou sua infância por algumas cidades ao redor da capital Belo Horizonte. Quando fixou morada na cidade encanto de Itabirito, sua mãe viu que era tempo de o menino quieto e tímido queimar energia de alguma maneira, colocando-o para praticar esportes, desde o futsal, passando pelo basquete, nado à distância, alpinismo invertido de costas, até finalmente chegar onde se encontrou: o teatro. Aos 9 anos teve destaque em sua escola na representação do Bicho Peludo, o antagonista do espetáculo de Páscoa. A partir daí, recebeu convites para a realização de diversos papéis de animais e objetos não-humanos, tais como árvores. Em 2008, passa a compor a formação clássica da Cia Teatral Dona Maria Fulô – companhia que produzia em sua maioria espetáculos de rua e que é tida como expoente teatral no âmbito itabiritense, onde sua carreira foi catapultada a níveis astronômicos com espetáculos como “Sonho Dourado” e “Laura e a Incrível História da Porca que Tinha Ataques de Vontade”. Seus papéis ainda estão gravados profundamente na memória itabiritense, local por onde Vilaça sente um extremo carinho e, por isso, retorna uma vez por mês para visitar a estátua de 4 metros de altura erigida em sua homenagem pela prefeitura local.

 

Rikelle Ribeiro

The Queen começa sua trajetória artística na casa de sua avó, protagonizando espetáculos de dança, teatro e dublagem dirigidos pela sua prima mais velha, que naquela época já conseguia vislumbrar sua qualidade artística impecável. Faz parte de seu repertório: Britney Spears, Backstreet Boys, Beyoncé, Rihanna, Tchakabum, ÉoTchan, entre outros. É com todo o apoio de sua madrinha imaginária Queen Latifah (também chamada de Deus), família, Angelina Jolie e milhares de brasileiros que seguem e adoram seu trabalho, que se torna essa grande atriz, pesquisadora, professora de recreio, cantora, crítica teatral e de séries da Netflix, modelo, dubladora, especialista em Rupaul Drag Race e caminhoneira. Além das qualidades artísticas, ela ainda é de câncer com vênus em câncer, apreciadora de catuçai e de ver OUTRAS pessoas fazendo longas caminhadas pela praia. 1.73 de altura e 95 Quilos, passou muito tempo marcando "parda" em pesquisas do IBGE, está solteira e não tem vergonha de usar o currículo como Tinder.

 

Rogério Lopes

Rogério é Rogério desde que se entende por Rogério. Aos nove anos de idade foi praticamente obrigado a participar de uma atividade escolar que, naquela época, ele não tinha a menor ideia do que se tratava: fazer um “tal de teatro”. Foi assim que, depois de estrear como “Porquinho Prático”, no pátio da Escola Estadual Paschoal Comanducci no bairro Jaqueline, em Belo Horizonte, nunca mais parou de fazer cena, seja de manhã, de tarde ou de noite e até dormindo. Apesar de ter representado em palcos históricos como na Casa da ópera de Vila Rica, o mais antigo teatro em funcionamento das Américas e na Casa da ópera de Sabará, o segundo mais antigo do país, os pátios e as salas de aula das escolas, as ruas, as praças e os terreiros sempre foram seus locais prediletos de atuação. Ao contrário do que vaticinava seus pais: “teatro não é coisa para pobre, meu filho!” - ele não só fez, como se tornou doutô nas artes da cena. É devoto de Santos Reis, meditador Vipassana, apreciador das coincidências significativas (sincronicidade) e tem o Tarô como elemento inseparável para criação teatral.

 

Tereza Bruzzi

Tereza desde sempre fugiu da cena. Quando criança no colégio, no festival dos vegetais, o pai lhe fez uma fantasia de berinjela. Por vergonha da criatividade do pai, ela fez a berinjela desaparecer da cena. Noutra ocasião, numa peça teatral levou as roupas de festa da família, vestiu todo mundo e esqueceu a sua fala (que até hoje ela se lembra). O problema é que ela saiu do teatro mas não o teatro dela. Resolveu assumir seu lugar, de inventadora de moda, nos fundos da cena. E, se der para não repetir, não deixar seu filho com vergonha.